O tempo pirraça

"João de barro por favor
me ensine como guardar
meu amor"
     Tenho tanto medo. Um medo que eu nunca tinha sentido antes. Outrora o medo era de perder você, hoje meu medo é que você se perca. Temo a convivência, os novos hábitos, pessoas estranhas, outra rotina, tudo! Temo perder meu menino, mais homem que menino, mas meu. Temo que o motivo das risadas sejam muito diferentes; temo ficar pequena demais diante da imensidão da vida nova, e de repente não estar mais nos planos. Falo isso com lágrimas nos olhos, muitas incansáveis lágrimas. 
Que droga de saudade que eu sinto, é tão grande, ela divide espaço no meu peito apenas com o medo, e o amor encobre os dois.
     Desejo todo instante que você lembre do nosso amor, dos nossos beijos, nosso cheiro, nossas juras de amor, todo carinho e cuidado. As lembranças tem o poder de construir aquilo que a distância destrói.
Eu imploro: não me deixe nunca mais!